Análise do Mercado Financeiro - 19/03/2025
O Ibovespa encerrou a última sessão em alta de 0,49%, atingindo 131.474 pontos e completando a quinta alta consecutiva. O índice renovou a máxima de 2025 ao tocar 131.834 pontos, ampliando o forte movimento comprador iniciado em 118.222 pontos, sua mínima do ano.
Apesar do viés altista permanecer, o movimento já se mostra esticado, com o Ibovespa afastado das principais médias móveis e em patamar de sobrecompra nos principais indicadores técnicos. Esse cenário sugere atenção a uma possível correção no curto prazo.
No gráfico semanal, o índice mantém a trajetória de alta após formar um candle forte na semana anterior. Para que esse impulso se sustente, será necessário superar a resistência em 131.834/132.230 pontos, com alvos mais ambiciosos em 133.000/134.390 pontos. Por outro lado, um recuo abaixo de 128.957 pontos (mínima semanal) poderá reforçar a pressão vendedora, com alvo na faixa das médias móveis.
No gráfico diário, o Ibovespa também sustenta a tendência de alta, operando acima das médias. No entanto, o afastamento dessas médias e o IFR (14) em 68,45 – próximo à zona de sobrecompra – indicam um risco crescente de correção. Para seguir avançando, o índice precisa romper a faixa de 131.834/132.230 pontos, mirando os próximos alvos em 133.000/134.390 pontos. No campo de suporte, a atenção se volta para a mínima da última sessão em 130.721 pontos, com alvo na média de 200 períodos em 127.360 pontos.
No gráfico de 60 minutos, o cenário de curto prazo também mostra viés positivo, mas com sinais de exaustão. O IFR (14) em 77,80 confirma a condição de sobrecompra, o que aumenta as chances de ajuste. Para continuar subindo, o índice precisa romper a região de 131.834/132.230 pontos. Já a perda do suporte em 131.115/130.570 pontos pode abrir espaço para uma correção.
Alta e Baixa
Alta: Para manter o movimento ascendente, o Ibovespa precisa superar a faixa de 131.834/132.230 pontos, com alvos projetados em 133.000/133.400 pontos e 134.390 pontos em um horizonte mais amplo.
Baixa: O índice está em um movimento esticado, afastado das médias e em nível de sobrecompra. Caso perca o suporte em 131.115/130.570 pontos, poderá acelerar as quedas para 130.050/129.530 pontos, com alvo mais longo em 128.950/128.400 pontos.
Os contratos de mini-índice (WINJ25), com vencimento em abril, fecharam a última sessão em alta de 0,39%, aos 132.830 pontos, consolidando a quarta sessão consecutiva de ganhos.
No curto prazo, os suportes estão em 132.800/132.630, 132.300/131.970 e 131.500/131.160 pontos, enquanto as resistências situam-se em 132.985/133.270, 133.560/133.860 e 134.160/134.600 pontos.
Para o pregão desta quarta-feira (19), o foco está na possibilidade de continuidade do movimento de alta ou em um ajuste de preços, já que o ativo segue afastado das médias móveis em prazos mais longos. O mini-índice precisa romper a resistência em 132.985/133.270 pontos para dar sequência ao viés altista. Por outro lado, a perda do suporte em 132.800/132.630 pontos pode sinalizar o início de um movimento corretivo.
Os contratos de minidólar (WDOJ25), com vencimento em abril, encerraram a última sessão em queda de 0,28%, aos 5.689 pontos, estendendo a sequência negativa para seis pregões consecutivos. Para o pregão desta quarta-feira, os suportes mais próximos estão em 5.681/5.674, 5.666/5.649 e 5.641/5.626 pontos. Já as resistências situam-se em 5.690,5/5.706, 5.716/5.723 e 5.734/5.756 pontos.
O minidólar mantém uma trajetória de baixa consistente, mas o fluxo de compras no final da última sessão reduziu as perdas, permitindo ao ativo fechar acima das médias de 9 e 21 períodos no gráfico de 15 minutos.
Para o pregão de hoje, a atenção está voltada para a região de suporte em 5.681/5.674 pontos. Caso esse nível seja rompido com volume vendedor, o ativo pode acelerar as quedas em direção aos próximos suportes. Se o mercado reagir com fluxo comprador, o primeiro obstáculo para uma recuperação está na resistência em 5.690,5/5.706 pontos.
No gráfico de 60 minutos, o destaque é a mínima da última sessão em 5.671 pontos. Um rompimento desse nível pode renovar o ímpeto vendedor. Para reverter a tendência de baixa, o minidólar precisa superar a região de 5.691/5.704 pontos, o que abriria espaço para buscar resistências mais altas.
Júlio Rossato