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Câmara dos Deputados da Argentina aprova decreto para novo acordo com FMI

A Câmara dos Deputados da Argentina aprovou decreto para novo acordo com FMI, gerando manifestações. Mercado reage positivamente.

Câmara dos Deputados da Argentina aprova decreto para novo acordo com FMI

Câmara dos Deputados da Argentina aprova decreto para novo acordo com FMI

A Câmara dos Deputados da Argentina aprovou nesta quarta-feira um decreto que autoriza o governo a fechar um novo acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para obter novos fundos, enquanto manifestantes protestavam do lado de fora do Congresso contra o presidente Javier Milei.

O decreto foi aprovado com 129 votos a favor e 108 contra, com seis abstenções. A aprovação permite que o ultraliberal Milei feche um novo acordo que traria tranquilidade aos mercados e permitiria que a Argentina, que atualmente paga uma dívida de US$44 bilhões à organização, avançasse na liberação de seu mercado de capitais. Detalhes sobre o novo acordo, como o valor, ainda são desconhecidos.

No entanto, o Produto Interno Bruto (PIB) da Argentina cresceu 1,4% no quarto trimestre em comparação com o trimestre anterior. A Argentina suspendeu as exportações de aves em fevereiro de 2023 após detectar a Influenza Aviária Altamente Patogênica (HPAI) em aves comerciais.

Como se encontra em minoria absoluta no Congresso, o governo decidiu desafiar a lei argentina e aprovar o acordo por decreto. Tendo agora sido ratificado pela Câmara dos Deputados, o acordo não precisa ser debatido no Senado. Milhares de ativistas de partidos de oposição, sindicatos e organizações sociais se mobilizaram em torno do Congresso, no centro de Buenos Aires, para protestar contra o ajuste previdenciário implementado por Milei desde que ele assumiu o cargo no final de 2023.

Na última quarta-feira, uma marcha semelhante terminou com ferimentos graves e prisões em decorrência de confrontos entre a polícia e os manifestantes. O mercado acionário de Buenos Aires fechou a quarta-feira com um ganho de 4,52% no índice de referência S&P Merval, enquanto a dívida soberana no mercado de balcão subiu 0,4% em média, com o risco-país caindo 19 unidades para 772 pontos-base.


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