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Ibovespa fecha em queda após aumento da Selic

Análise sobre o fechamento do Ibovespa em queda devido ao aumento da taxa Selic para 14,25% ao ano e suas repercussões no mercado financeiro brasileiro.

Ibovespa fecha em queda após aumento da Selic

Ibovespa fecha em queda após aumento da Selic

O Ibovespa fechou em leve queda na quinta-feira (20), um dia depois da decisão do Banco Central pelo aumento da Selic para 14,25% ao ano. As ações foram influenciadas pela alta dos juros futuros e o mau humor no exterior. A reação imediata dos agentes após mais uma alta da taxa básica de juros reforça o que especialistas diziam antes da reunião: o movimento já estava precificado e a Bolsa brasileira segue barata, mesmo avançando 9,8% no ano.

O valuation atrativo, porém, não anima tanto analistas ouvidos pelo InfoMoney. Eles esperam muita volatilidade no curto prazo e listam fatores de preocupação além do rumo da política monetária brasileira. 'A decisão do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) tem grande peso e agrava a volatilidade, especialmente em setores sensíveis a juros e consumo', diz Patrick Buss, operador de renda variável da Manchester Investimentos.

Para Pedro Moreira, sócio e operador da mesa de renda variável da One Investimentos, a guerra comercial iniciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, 'traz mais preocupação para o mercado do que um aumento da taxa Selic', já que os agentes ainda não sabem a extensão das medidas e, portanto, não conseguem calcular as consequências.

O atrito geopolítico ainda adiciona pressão às expectativas de inflação por aqui. 'Os agentes de mercado precificam inflação bem acima da meta em 2025, o que traz um ponto de preocupação sobre como a Selic encerrará o ano', diz Moreira. Ele lembra que as projeções para alta de preços também são impactadas pelo risco fiscal precificado pelo mercado.

Beto Saadia, diretor de investimentos da Nomos, diz que a valorização do Ibovespa acumulada em 2025 é um movimento técnico influenciado pela fuga de capitais dos Estados Unidos e valuation depreciado das ações brasileiras. 'Para uma alta mais consistente, que nos leve a patamares superiores e 150 mil pontos no Ibovespa e novos IPOs, será necessário algo mais estruturante, como uma sinalização clara do governo de que o País seguirá uma trajetória fiscal sustentável', defende.

Por outro lado, Saadia reforça que 'mesmo as empresas que têm apresentado resultados sólidos estão sendo negociadas a múltiplos bastante deprimidos', o que favorece o que ele chama de movimento técnico de valorização de curto prazo, mas cria oportunidades de alocação de longo prazo, à espera de resoluções positivas para os fatores de preocupação.

Uma visão otimista do cenário global contempla migração maior para países emergentes de recursos que iriam para os Estados Unidos. 'Vemos uma discussão sobre recessão nos EUA ganhando mais corpo e o Fed (Federal Reserva, banco central americano) tendo mais espaço para promover queda nos juros, o que é bom para os mercados emergentes', diz Ilan Arbetman, analista da Ativa Investimentos.

Por fim, os especialistas seguem classificando os preços das empresas brasileiras como baixos. A valorização até o que consideram um preço justo para ações pode trazer remuneração significativa no longo prazo, mas o investidor precisa estar ciente dos riscos já citados pelos agentes.

'Em termos de valuation, o mercado brasileiro está muito descontado e tende a continuar assim, o que é um fator positivo, porque as ações seguirão baratas e temos muitas ações boas, de empresas que geram excelentes resultados, sendo negociadas a preços baixos', diz Moreira.

Arbetman, da Ativa, diz que a casa continua 'diligente quanto à Bolsa' e reforça que a seleção de ações é fundamental: 'é preciso saber pincelar nos setores as oportunidades'. Para ele, a Suzano (SUZB3) 'vai bem' com os preços altos da celulose, JBS (JBSS3) 'pode se beneficiar da guerra comercial' e a Sabesp (SBSP3) 'tem muitos catalisadores para crescer'.

Empresas consolidadas e boas pagadoras de dividendos 'continuam atrativas', segundo Saadia, da Nomos. Uma de suas recomendações com essas características é a Eletrobras (ELET3): 'uma oportunidade relevante' após superar período de incertezas com o governo sobre sua privatização.

No setor financeiro, o destaque do especialista é o Banco do Brasil (BBAS3), 'que segue sendo negociado a múltiplos baixos em relação à sua rentabilidade, além de apresentar solidez e potencial de crescimento em nichos estratégicos'.

No mesmo segmento, Buss, da Manchester Investimentos, destaca a estatal ao lado de Bradesco (BBDC4) e Itaú (ITUB4) como ações 'que se beneficiem do cenário de uma potencial recuperação econômica, são resilientes e oferecem boas perspectivas de valorização de médio e longo prazo'.

Saadia também projeta recuperação de empresas do agronegócio que sofreram com eventos climáticos e quebra de safra no ano passado. 3Tentos (TTEN3), SLC Agrícola (SLCE3) e Boa Safra (SOJA3) 'devem ser beneficiadas por essa reversão e pela expectativa de melhor desempenho nas safras deste ano'.

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