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Impacto das Políticas de Trump na Economia dos EUA

Analistas discutem o impacto das políticas de Trump na economia dos EUA, com mudança de perspectiva e riscos de recessão, segundo Paulo Leme.

Impacto das Políticas de Trump na Economia dos EUA

Impacto das Políticas de Trump na Economia dos EUA

O presidente dos EUA, Donald Trump, começou o seu segundo mandato há dois meses com uma economia robusta, crescimento do PIB entre 2,5% e 3% e baixas taxas de desemprego. O mercado apostava na continuidade desse ciclo positivo, impulsionado por cortes de impostos e estímulos fiscais.

No entanto, em poucos meses, essa perspectiva mudou drasticamente: analistas, agora, discutem o risco até mesmo de uma possível recessão econômica.

Para Paulo Leme, chairman do Comitê Global de Alocação de Ativos da XP Advisor e professor residente de Finanças da Universidade de Miami, a imprevisibilidade das políticas de Donald Trump foi um fator determinante para essa mudança de percepção entre os investidores.

"Eu acho que a palavra que resume o (atual) momento é incerteza; a outra é imprevisibilidade. E o mercado precifica risco, ele não sabe precificar a incerteza", disse, em entrevista ao InfoMoney, no começo desta semana.

Segundo ele, o governo Trump priorizou tarifas e restrições comerciais ao invés de cortes tributários, gerando um ambiente de incerteza.

Investidores e empresas, dessa forma, passaram a adotar uma postura mais cautelosa, o que impactou os indicadores econômicos e trouxe volatilidade aos mercados, gerando correções nas Bolsas de NY.

Diante tamanho grau de incerteza, Leme ressalta que tanto os dirigentes do Federal Reserve (FED) – para decidirem os rumos dos juros – quanto analistas e empresários estão em compasso de espera, até que haja clareza por parte da equipe econômica de Donald Trump sobre os rumos das tarifas, estímulos fiscais e cortes de impostos nos EUA.

Um dos riscos deste cenário, conforme Leme, é a repetição do que aconteceu nos anos 1970, quando os Estados Unidos conviveram com uma economia estagnada ou em recessão, ao mesmo tempo em que a inflação subia e o FED cortava juros.

Confira, a seguir, os principais trechos da entrevista concedida por Paulo Leme ao InfoMoney:

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