Disputa de Narrativas em Manifestação Política em São Paulo
O ato em São Paulo neste domingo, 30, contra a anistia aos condenados pelo 8 de Janeiro, foi motivo de disputa de narrativas entre bolsonaristas e governistas, representados pelo deputado federal Guilherme Boulos (Psol-SP) e aliados. Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que se tornou réu por tentativa de golpe de Estado na última semana, foram às redes sociais criticar a manifestação.
Le Pen foi condenada pelo desvio de mais de 4 milhões de euros de fundos do Parlamento Europeu para pagar funcionários. Investigação foi arquivada porque, na avaliação do Ministério Público, não ficou comprovado que o ex-presidente teve a intenção de importunar o animal.
Ele usou imagem em que um grupo de pessoas posa para foto para ironizar a quantidade de participantes do ato do último domingo. Boulos reagiu, respondendo a publicação do parlamentar mineiro com uma imagem que mostrava mais pessoas reunidas em frente ao carro de som.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) publicou foto de trecho que não fazia parte do trajeto do ato contra a anistia, em frente ao Masp, para dizer que a mobilização “flopou”.
A região era ponto de concentração da segunda Marcha Transmasculina da cidade de São Paulo, de reivindicação de direitos à população LGBTQIA+, marcada para o mesmo dia. O ex-presidente também se manifestou, ironizando o número de participantes apontado por projeto da Universidade de São Paulo (USP) na manifestação convocada por ele em Copacabana (RJ), no mês passado, em defesa ao “PL da anistia”.
Atos contra a aprovação do projeto de lei que quer perdoar os crimes relacionados ao 8 de Janeiro estão previstos para ocorrer ainda esta semana, em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro (RJ), Uberlândia (MG), Salvador (BA), Aracaju (SE), Teresina (PI) e João Pessoa (PB). Já no próximo domingo, 6, os bolsonaristas planejam retornar às ruas para pedir pela anistia, dessa vez na avenida Paulista.
Segundo o levantamento “Placar da Anistia”, do Estadão, 192 deputados federais declararam intenção de votar pela aprovação do projeto. A matéria pode ser pautada na Câmara com o retorno do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), que integrou a comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em viagem oficial ao Japão e ao Vietnã.
Júlio Rossato