Índices futuros dos EUA recuam em dia decisivo para tarifas
Os índices futuros dos Estados Unidos operam em baixa nesta quarta-feira (2), à medida que investidores globais aguardam a esperada implementação de tarifas pelo presidente Donald Trump. A divulgação dos planos tarifários está prevista para as 17h (horário de Brasília), em um pronunciamento no Rose Garden da Casa Branca. As taxas devem entrar em vigor imediatamente, sugerindo pouco espaço para negociação e a possibilidade de respostas abrangentes dos países afetados.
A aversão ao risco predomina nos mercados nesta quarta-feira enquanto investidores aguardam os detalhes dos planos tarifários dos Estados Unidos e avaliam os riscos de uma guerra comercial global. O foco dos investidores nas últimas semanas recaiu firmemente sobre a rodada de taxas recíprocas que o presidente dos EUA, Donald Trump, deve anunciar nesta quarta às 17h (horário de Brasília), no que chamou de “Dia da Libertação”. Elas devem entrar em vigor imediatamente. Trump já adotou tarifas sobre alumínio e aço, além de taxas sobre todos os produtos da China, o que abalou os mercados conforme aumentam os temores de que uma guerra comercial em larga escala possa provocar uma forte desaceleração econômica global. Na véspera, o Senado aprovou projeto que estabelece critérios para a reação do Brasil a barreiras e imposições comerciais de nações ou blocos econômicos contra o país, como o “tarifaço” de Trump, e a medida legislativa pode ser votada ainda nesta semana pela Câmara dos Deputados. As atenções se voltam ainda para o evento em comemoração aos 60 anos do Banco Central, a partir das 9h, com presença do presidente da autarquia, Gabriel Galípolo. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também participam do evento. (Reuters)
Investidores em Wall Street tiveram outra leitura amarga sobre a economia hoje devido à ameaça de tarifas, com a pesquisa do PMI do Institute for Supply Management (ISM) recuando mais do que o esperado e em território de contração. As vagas de emprego de fevereiro também ficaram ligeiramente abaixo das estimativas, segundo o relatório JOLTs. Tudo isso, além das tarifas, tem deixado os mercados sem direção. “A falta de certeza e o manto de segredo têm deixado o mercado louco”, disse à CNBC Jay Woods, estrategista-chefe global da Freedom Capital Markets. “Temos nossa correção, então a perspectiva é fundamental”.
O dólar teve a segunda baixa seguida diante do real. O movimento foi na direção contrária da divisa norte-americana no resto do planeta, que na comparação com as principais moedas do mundo fez o índice DXY ficar com mais de 0,04%, aos 104,25 pontos.
Maiores baixas
Maiores altas
Dia (%) | Valor (R$) | |
---|---|---|
ASAI | 35,57 | 7,96 |
VIVT | 34,96 | 52,30 |
RENT | 34,50 | 35,10 |
YDUQ | 34,33 | 12,04 |
AMOB | 34,00 | 0,26 |
Mais negociadas
Negócios | Dia (%) | |
---|---|---|
PETR4 | 40.462 | 0,38 |
HAPV3 | 38.628 | 0,45 |
ABEV3 | 35.317 | 0,81 |
CMIG4 | 32.733 | -1,66 |
VBBR3 | 31.449 | 2,70 |
Mais negociadas
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Júlio Rossato