Bolsonaro diz que espera votação de excludente de ilicitude e cita número de mortes do Carandiru ao defender policiais

O presidente Jair Bolsonaro afirmou, nesta terça-feira, que com a eleição de novos presidentes da Câmara e do Senado no início do próximo ano planeja ver votado no Congresso o excludente de ilicitude, em que policiais e militares são eximidos de culpa por mortes ocorridas em determinadas situações. "Se Deus quiser, com a nova presidência [...]

De acordo com a promotoria, cerca de 300 policiais, muitos sem identificação, invadiram o presídio depois de encerrada a rebelião e executaram 111 presos (Imagem: REUTERS/Pilar Olivares) O presidente Jair Bolsonaro afirmou, nesta terça-feira, que com a eleição de novos presidentes da Câmara e do Senado no início do próximo ano planeja ver votado no Congresso o excludente de ilicitude, em que policiais e militares são eximidos de culpa por mortes ocorridas em determinadas situações. “Se Deus quiser, com a nova presidência da Câmara e do Senado, nós vamos colocar em pauta o excludente de ilicitude”, disse o presidente. Na Ceagesp, em São Paulo, onde foi reinaugurar a torre do relógio do entreposto, Bolsonaro afirmou que o excludente não é “permissão para matar, mas o direito de não morrer”. “Entre a vida de um policial e de mil vagabundos, ou de 111 vagabundos, um número bem emblemático, eu fico com aquele policial militar contra aqueles 111 vagabundos”, discursou. O número chamado de “emblemático” pelo presidente é o de presos assassinados pela Polícia Militar de São Paulo no massacre do Carandiru. Em outubro de 1992, depois de uma briga entre presos, uma rebelião se instalou na Casa de Detenção do Carandiru. De acordo com a promotoria, cerca de 300 policiais, muitos sem identificação, invadiram o presídio depois de encerrada a rebelião e executaram 111 presos. Promessa de campanha de Bolsonaro, o governo... Acessar conteúdo completo

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