Diplomata reconhece necessidade de abertura da Austrália ao agronegócio brasileiro

O Brasil vem registrando um deficit crônico nas relações comerciais com a Austrália, que já soma bilhões de dólares nos últimos anos, e demandará duras negociações visando à abertura do mercado daquele país a diversos produtos do agronegócio brasileiro. Foi o que afirmou o diplomata Mauricio Carvalho Lyrio durante sabatina na Comissão de Relações Exteriores [...]

O diplomata Mauricio Carvalho Lyrio foi indicado para a embaixada na Austrália (Imagem: Jefferson Rudy/Agência Senado) O Brasil vem registrando um deficit crônico nas relações comerciais com a Austrália, que já soma bilhões de dólares nos últimos anos, e demandará duras negociações visando à abertura do mercado daquele país a diversos produtos do agronegócio brasileiro. Foi o que afirmou o diplomata Mauricio Carvalho Lyrio durante sabatina na Comissão de Relações Exteriores do Senado (CRE) nesta segunda-feira (14). A comissão aprovou o nome de Lyrio para a chefia da missão diplomática brasileira em Canberra, capital da Austrália. Agora essa indicação, que tramita sob a forma da Mensagem 89/2020, irá a votação no Plenário do Senado. A fala de Lyrio foi motivada por reclamação da senadora Katia Abreu (PP-TO), que definiu a Austrália como “um dos países mais fechados do mundo ao agronegócio brasileiro, um país extremamente protecionista”. A relatora da indicação do diplomata, Soraya Thronicke (PSL-MS), também chamou a atenção para o deficit comercial crônico do Brasil nas relações com esse país da Oceania. — Uma análise dos últimos cinco anos confirma que o comércio com a Austrália é tradicionalmente desfavorável para nós. Nosso deficit foi de US$ 653 milhões em 2015; de US$ 410 milhões em 2016; de US$ 899 milhões em 2017; de US$ 652 milhões em 2018; e de US$ 495 milhões em 2019. Além disso, o intercâmbio... Acessar conteúdo completo

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