Felipe Miranda: Se não pode cair, vai subir

Nas mesas de trading de um grande banco estrangeiro, há um lembrete: “Compre se for subir, venda se for cair”. Parece idiota, mas, na verdade, é bastante sofisticado e reflete a necessidade do pragmatismo no trading, sem teorias mirabolantes. A simplicidade é a maior das sofisticações. Há apenas dois botões na nossa frente: “comprar” e [...]

“O prognóstico de um crescimento mundial sincronizado, com a volta à normalidade com as vacinas, muita liquidez, menor beligerância entre EUA e China e um dólar mais fraco, abre espaço para bom comportamento dos ativos de risco”, diz o colunista. Nas mesas de trading de um grande banco estrangeiro, há um lembrete: “Compre se for subir, venda se for cair”. Parece idiota, mas, na verdade, é bastante sofisticado e reflete a necessidade do pragmatismo no trading, sem teorias mirabolantes. A simplicidade é a maior das sofisticações. Há apenas dois botões na nossa frente: “comprar” e “vender”. Imagine que, de repente, você descobre que o mercado não pode mais cair. Ora, se não vai cair, então deve subir. Você compra. Parece uma situação platônica e hipotética, mas, na verdade, é bem concreta e material. Poderia inclusive ser uma das lições deste ano, que ficam como herança para 2021.  Explico. A ideia absolutamente simples encontra fundamentação teórica em 2005. Se pudéssemos ser mais rigorosos, sua origem está em 1988. Mas vamos por partes. Robert Barro é um sujeito bastante inteligente. Em 2005, ele publicou pela Universidade Harvard um artigo chamado “Rare Events and the Equity Premium”. Na realidade, a ideia não era 100% original — sempre gosto de lembrar que, se você se acha original, desconfie que você apenas não leu o suficiente; provavelmente, alguém já pensou aquilo antes, você só não sabe. Em... Acessar conteúdo completo

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