Gigantes buscam vetar soja ligada ao desmatamento no Cerrado

Algumas das maiores empresas de alimentos e redes de supermercados do mundo pediram a fornecedores de commodities, como Archer-Daniels-Midland, Bunge, Cargill e Louis Dreyfus, que parem de comercializar soja associada ao desmatamento na região do Cerrado. Em carta, Nestlé, Unilever, McDonald’s, Walmart, Tesco e outras empresas de bens de consumo exigiram que as tradings recusem [...]

A Abiove defende a ideia de oferecer uma compensação financeira aos agricultores que concordarem com o desmatamento zero no Cerrado (Imagem: REUTERS/Paulo Whitaker/File Photo) Algumas das maiores empresas de alimentos e redes de supermercados do mundo pediram a fornecedores de commodities, como Archer-Daniels-Midland, Bunge, Cargill e Louis Dreyfus, que parem de comercializar soja associada ao desmatamento na região do Cerrado. Em carta, Nestlé, Unilever, McDonald’s, Walmart, Tesco e outras empresas de bens de consumo exigiram que as tradings recusem a comercialização de soja de regiões desmatadas do Cerrado a partir do próximo ano. “Compramos grande parte da nossa soja da região do Cerrado, então é vital que tenhamos um papel de liderança na proteção desta região biodiversa para as gerações futuras”, disse Anna Turrell, responsável por meio ambiente da Tesco, em comunicado terça-feira. “Pedimos às tradings que intensifiquem seus próprios compromissos e implementem sistemas robustos de monitoramento, verificação e divulgação na região” e estabeleçam uma data limite em 2020 para o fim do desmatamento e conversão de terras para a soja do Cerrado. A carta foi enviada por mais de 160 signatários da Declaração de Apoio ao Manifesto do Cerrado, do Consumer Goods Forum. Outros destinatários incluem Cofco International e Viterra, uma subsidiária da Glencore. Cinco das seis tradings responderam, embora nenhuma tenha concordado com os... Acessar conteúdo completo

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