Mercado antecipa reversão do quadro de juros negativos em 2021

No auge da pandemia, parecia apenas questão de tempo até que os juros negativos — último recurso dos bancos centrais — governassem os mercados globais. A estratégia controversa gerou resultados mistos na zona do euro e no Japão. Mas os operadores de mercado apostavam no começo do ano que bancos centrais de Nova Zelândia, Reino [...]

Os traders agora acham improvável um movimento dos juros para abaixo de zero, com as autoridades favorecendo amplamente uma nova combinação “convencional” de compras de títulos de dívida e programas de ajuda a setores específicos (Imagem: Pixabay) No auge da pandemia, parecia apenas questão de tempo até que os juros negativos — último recurso dos bancos centrais — governassem os mercados globais. A estratégia controversa gerou resultados mistos na zona do euro e no Japão. Mas os operadores de mercado apostavam no começo do ano que bancos centrais de Nova Zelândia, Reino Unido e até mesmo dos EUA estavam destinados a seguir o exemplo. Os três países foram os que cortaram suas taxas básicas de juros de maneira mais agressiva durante a fase mais restritiva do confinamento exigido pelo coronavírus. Porém, nenhum dos três chegou aos juros negativos. Os traders agora acham improvável um movimento dos juros para abaixo de zero, com as autoridades favorecendo amplamente uma nova combinação “convencional” de compras de títulos de dívida e programas de ajuda a setores específicos. Claro que trilhões de dólares em dívidas continuarão sendo negociados com rendimento negativo, garantindo perdas para quem mantiver os papéis em carteira até o vencimento. Mas com a volta do otimismo em relação ao crescimento global, investidores preveem que os rendimentos vão subir, não cair. “Bancos centrais que ainda não têm juros negativos... Acessar conteúdo completo

Receba nossas novidades em seu e-mail!