Mercado vê Guedes sem apoio e já descarta reformas em 2021

O mercado já descarta que grandes reformas prometidas pelo governo Jair Bolsonaro saiam do papel em 2021, em meio à necessidade de medidas mais urgentes e um Paulo Guedes cada vez mais isolado e sem apoio para sua agenda liberal. Com o ceticismo em relação às reformas tributária e administrativa crescendo, o foco dos investidores [...]

Se há alguns meses a expectativa era que a agenda andasse depois das eleições, hoje os economistas já não veem grandes chances de que as reforma saiam nem mesmo em 2021 (Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil) O mercado já descarta que grandes reformas prometidas pelo governo Jair Bolsonaro saiam do papel em 2021, em meio à necessidade de medidas mais urgentes e um Paulo Guedes cada vez mais isolado e sem apoio para sua agenda liberal. Com o ceticismo em relação às reformas tributária e administrativa crescendo, o foco dos investidores passa para emendas constitucionais que possam ao menos assegurar o cumprimento do teto de gastos. Uma dessas propostas, a PEC emergencial, foi adiada para o ano que vem. Reformas microeconômicas, sem peso fiscal mas favoráveis ao crescimento, também podem enfrentar menos resistência, na visão do mercado. Se há alguns meses a expectativa era que a agenda andasse depois das eleições municipais de novembro, hoje os economistas já não veem grandes chances de que as reformas estruturais saiam nem mesmo em 2021. Fernando Honorato, economista-chefe do Bradesco, diz que a prioridade no curto prazo são as PECs que asseguram o teto. “O país precisa das reformas estruturais para poder ter segurança fiscal de longo prazo, o que não quer dizer que se a gente não aprová-las no final deste ano ou no primeiro trimestre do ano que vem o Brasil vá ter um problema fiscal iminente”, diz Honorato. As reformas são... Acessar conteúdo completo

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