Na América Latina, Casa Branca de Biden enfrentará uma China em ascensão

Donald Trump enviou uma mensagem clara para a América Latina durante seus quatro anos de mandato: não faça negócios com a China. A mensagem foi ignorada. Enquanto o presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, se prepara para entrar na Casa Branca em janeiro, Pequim tem reforçado seu controle sobre grande parte da região, uma [...]

Na Argentina, o governo anunciou uma enxurrada de iniciativas novas ou fortalecidas com a China nos últimos meses (Imagem: REUTERS/Agustin Marcarian) Donald Trump enviou uma mensagem clara para a América Latina durante seus quatro anos de mandato: não faça negócios com a China. A mensagem foi ignorada. Enquanto o presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, se prepara para entrar na Casa Branca em janeiro, Pequim tem reforçado seu controle sobre grande parte da região, uma ameaça para os EUA no que antes era visto como seu quintal político. Uma apuração da Reuters, incluindo entrevistas com cerca de uma dezena de autoridades e conselheiros antigos e atuais e uma análise detalhada de dados comerciais, revela que, sob Trump, a China deixou os Estados Unidos para trás na maior parte da América Latina. Isso representa um desafio para Biden, que prometeu restaurar o papel de Washington como líder global após anos de “America First” de Trump, e disse que a redução da influência dos EUA na América Latina é uma ameaça à segurança nacional. “Eles devem ficar cientes de que a incompetência e a negligência de Trump na América Latina e Caribe terminarão no primeiro dia do meu governo”, disse Biden à publicação Americas Quarterly em março. A equipe dele se recusou a fazer comentários para esta reportagem. A promessa, no entanto, não será fácil de cumprir. Desde 2017, a China ultrapassou os Estados Unidos como o maior parceiro... Acessar conteúdo completo

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