Reparo de hidrelétrica afetada por lama da Samarco pode custar mais que usina nova

Uma hidrelétrica no rio Doce que foi atingida em cheio por rejeitos de mineração após o rompimento de barragem da Samarco em Mariana (MG), em 2015, não tem prazo para voltar a operar, e investimentos em reparação podem superar o custo de construção do empreendimento, segundo documentos vistos pela Reuters. A usina Risoleta Neves, com [...]

A usina Risoleta Neves, com capacidade de 140 MW, é um empreendimento controlado pela Vale (VALE3), que também é acionista da Samarco (Imagem: REUTERS/Ricardo Moraes) Uma hidrelétrica no rio Doce que foi atingida em cheio por rejeitos de mineração após o rompimento de barragem da Samarco em Mariana (MG), em 2015, não tem prazo para voltar a operar, e investimentos em reparação podem superar o custo de construção do empreendimento, segundo documentos vistos pela Reuters. A usina Risoleta Neves, com capacidade de 140 MW, é um empreendimento controlado pela Vale (VALE3), que também é acionista da Samarco, joint venture da empresa com a anglo-australiana BHP. A hidrelétrica pertence meio a meio à Aliança Energia e à Vale, mas a mineradora tem 55% da Aliança, enquanto a Cemig detém fatia restante dessa sociedade. Em meio a cobranças da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) pelo avanço de trabalhos para retomada do funcionamento da usina, o consórcio tem defendido que a atribuição pelas medidas de recuperação seria da Samarco e da Fundação Renova, criada por Vale e BHP para coordenar esforços de reparação do desastre. O grupo pediu ao regulador a assinatura de aditivo ao contrato da hidrelétrica para definir responsabilidades em relação ao conserto, ao alegar que o caso representa situação “de força maior” e que por isso não deveria arcar com custos e obrigações decorrentes da tragédia de Mariana, considerada o maior... Acessar conteúdo completo

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