Robôs antes vistos como ameaça protegem trabalhadores da Covid

Durante décadas, a atitude dos sindicatos e seus aliados em relação ao aumento da automação se resumia à rejeição. O temor deles era que toda vez que uma máquina entrasse no fluxo de trabalho, um operário perderia o emprego. A pandemia Covid-19 forçou uma pequena, mas significativa alteração nesse cálculo. Como a doença se espalha [...]

“Quando sairmos desta crise e a mão de obra ficar barata outra vez, as empresas não vão necessariamente reverter essas invenções”, disse David Autor, economista do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) (Imagem: Pixabay) Durante décadas, a atitude dos sindicatos e seus aliados em relação ao aumento da automação se resumia à rejeição. O temor deles era que toda vez que uma máquina entrasse no fluxo de trabalho, um operário perderia o emprego. A pandemia Covid-19 forçou uma pequena, mas significativa alteração nesse cálculo. Como a doença se espalha pelo contato, algumas máquinas agora não são vistas como inimigas, mas como protetoras dos trabalhadores. Este quadro acelerou o uso de robôs este ano e ninguém espera reversão do processo depois que o vírus for derrotado. “Manter dois metros de distância de outro trabalhador tendo um robô no meio agora é algo seguro”, disse Richard Freeman, professor de economia da Universidade Harvard e especialista em trabalho. “As fabricantes de robôs estão vendendo isso como uma solução e os sindicatos não vão dizer que é preciso manter trabalhadores lado a lado porque eles ficarão doentes.” O resultado é a disseminação de máquinas que fazem funções como o pagamento automático de pedágios nas estradas, a limpeza do chão nas fábricas, o corte de vegetais crus nos supermercados e o atendimento a hóspedes em hotéis. O que não está claro é onde as pessoas que... Acessar conteúdo completo

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