Vacinar bilhões requer resolver impasse sobre patentes

As vacinas contra a Covid-19 podem proteger milhões de cidadãos dos paises mais ricos nos próximos meses. Mas inocular o resto da população do planeta pode significar encontrar uma maneira de contornar um impasse sobre propriedade intelectual. Representantes dos 164 estados membros da Organização Mundial do Comércio se reuniram na semana passada em Genebra para discutir uma [...]

Uma patente dá a uma farmacêutica direitos exclusivos para fabricar uma vacina desenvolvida, também dando-lhe o poder de cobrar um preço que cubra os custos de pesquisa e desenvolvimento (Imagem: Reprodução/DeposiPhoto) As vacinas contra a Covid-19 podem proteger milhões de cidadãos dos paises mais ricos nos próximos meses. Mas inocular o resto da população do planeta pode significar encontrar uma maneira de contornar um impasse sobre propriedade intelectual. Representantes dos 164 estados membros da Organização Mundial do Comércio se reuniram na semana passada em Genebra para discutir uma proposta da Índia e da África do Sul para a renúncia de amplas seções das regras de propriedade intelectual da OMC e para tentar firmar um acordo sobre como as patentes desenvolvidas na corrida contra a Covid-19 devem ser reconhecidas. A reunião terminou sem consenso, deixando os países mais pobres que patrocinaram a proposta frustrados e as proteções legais para vacinas intactas. Isso pode ser uma vitória para os defensores da proteção de patentes, mas a pressão por mudanças só irá crescer se bilhões de pessoas em países mais pobres não forem vacinadas enquanto o mundo rico começa a receber um fluxo constante de doses da Pfizer e BioNTech, Moderna e AstraZeneca. “Com a maior crise de saúde já enfrentada, ainda não somos capazes de encontrar maneiras alternativas de lidar com as questões de PI quando a vida de todos está em jogo”,... Acessar conteúdo completo

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