Aliados elogiam Bolsonaro por comparecer a julgamento no STF
Aliados de Jair Bolsonaro (PL) elogiaram a postura do ex-presidente ao comparecer à sessão de julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), onde será analisada a denúncia que pode torná-lo réu por tentativa de golpe de Estado. A presença de Bolsonaro foi destacada como um gesto de transparência e confiança no processo.
Pelas redes sociais, políticos da oposição manifestaram apoio ao ex-presidente e reforçaram a tese de que o julgamento teria caráter político. Quem não deve, não teme, escreveram no X (antigo Twitter) os deputados federais Gustavo Gayer (PL) e Sóstenes Cavalcante, além do ex-ministro da Saúde Marcelo Queiroga. Muitos apoiadores também compartilharam fotos do ex-mandatário acompanhando a análise diretamente do plenário da Suprema Corte.
O ex-presidente surpreendeu e compareceu ao STF na manhã desta terça-feira. STF analisa denúncia da PGR que acusa Bolsonaro e outros aliados de envolvimento em suposta tentativa de golpe; entenda o que está em jogo nesta semana.
O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (AL), elogiou a atitude de Bolsonaro, destacando que o ex-presidente foi ao STF de forma voluntária. Parabéns, nosso eterno presidente!, escreveu o parlamentar. Gustavo Gayer (PL-GO) também se juntou ao elogio e afirmou que, embora Bolsonaro não precisasse ir pessoalmente ao STF, ele decidiu estar lá para olhar nos olhos dos seus algozes. Já Marcelo Queiroga, ex-ministro da Saúde, enfatizou que quem não deve, não teme! em relação à postura do ex-presidente.
A deputada Carla Zambelli (PL-SP) comentou, por sua vez, que é difícil suportar o julgamento de alguém que sempre defendeu e continuará defendendo, no caso, Bolsonaro. A parlamentar também está sendo julgada pelo STF, que já tem maioria para condená-la a 5 anos e 3 meses de prisão e perda de mandato por perseguição armada.
O julgamento da denúncia contra Bolsonaro e sete aliados ocorre nesta terça-feira (25) e quarta-feira (26). Os ministros do STF decidirão se há elementos suficientes para iniciar uma ação penal contra os acusados, que, caso a denúncia seja aceita, se tornarão réus. Este julgamento corresponde apenas ao primeiro dos quatro grupos de denunciados. O núcleo central da organização criminosa, composto por figuras como Bolsonaro, Alexandre Ramagem (ex-diretor da ABIN e atual deputado), Almir Garnier (ex-comandante da Marinha), Anderson Torres (ex-ministro da Justiça), Augusto Heleno (ex-ministro do GSI), Mauro Cid (ex-ajudante de ordens de Bolsonaro), Paulo Sérgio Nogueira (ex-ministro da Defesa) e Braga Netto (ex-ministro da Casa Civil), será analisado nesta fase.
Se a denúncia for aceita, dará início a uma ação penal, onde o Supremo terá que ouvir as testemunhas indicadas pelas defesas de todos os réus e conduzir sua própria investigação. Após a coleta de provas e depoimentos, o STF abrirá prazo para as alegações finais, e a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestará sobre a possível absolvição ou condenação dos acusados. Este processo será repetido para os outros três grupos de denunciados, com as datas para análise já marcadas.
Júlio Rossato