Ministério Público de SP investiga desmonte no Poupatempo para privatização
O Ministério Público de São Paulo iniciou um inquérito civil para investigar suspeitas de desmonte no programa Poupatempo, com possíveis impactos negativos na população paulista devido à privatização proposta pela gestão de Tarcísio de Freitas. A investigação foi aberta para apurar a mudança no modelo de gestão que pode prejudicar os cidadãos do estado.
No centro da investigação está a proposta de unificação dos lotes de operação do Poupatempo em um novo modelo gerido em parceria entre a Prodesp e uma empresa privada, com contrato de mais de R$3 bilhões. A Promotoria destaca a falta de estudos que embasem a privatização e a falta de clareza sobre o novo modelo, levantando preocupações sobre a redução da concorrência.
O inquérito também questiona a exploração comercial dos dados dos usuários, exigências restritivas para os interessados e a possibilidade de aumento de custos para a população. Além disso, investiga o afastamento de líderes e o desaparecimento de registros institucionais do programa.
O Ministério Público aguarda esclarecimentos do governo estadual em 20 dias úteis. A gestão Tarcísio nega o desmonte e destaca a expansão e modernização do Poupatempo, com 36 novas unidades inauguradas desde o início da gestão.
Júlio Rossato